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Alexandre Quintas quer acolher irmãos franceses que encontrou sozinhos na estrada

Homem que encontrou duas crianças de quatro e cinco anos em Alcácer do Sal mantém vontade de lhes proporcionar estabilidade e um ambiente familiar

Alexandre Quintas, o homem que encontrou dois irmãos franceses numa situação de vulnerabilidade em Alcácer do Sal, admite voltar a acolher as crianças e proporcionar-lhes um ambiente familiar estável.

Os dois irmãos, de quatro e cinco anos, foram encontrados junto à berma de uma estrada, depois de terem ficado numa situação particularmente delicada. Na altura, encontravam-se em Portugal.

Segundo os relatos divulgados, as crianças terão sido deixadas numa situação de vulnerabilidade pela mãe e pelo padrasto. Após serem encontradas, acabaram por regressar a França, onde permanecem atualmente.

Apesar de ter convivido com os meninos durante pouco tempo, Alexandre Quintas revela que criou uma ligação afetiva com os dois.

“Tenho muitas saudades deles”, terá contado, demonstrando a vontade de voltar a fazer parte da vida dos irmãos e de acompanhar o seu futuro.

Alexandre Quintas quer dar estabilidade aos irmãos

O homem admite agora a possibilidade de acolher os dois irmãos, caso as autoridades e as circunstâncias legais permitam que essa solução seja considerada.

Para Alexandre, a prioridade passa por garantir que as crianças tenham estabilidade, carinho e uma referência familiar consistente. A preocupação está relacionada com aquilo que descreve como uma sucessão de mudanças na vida dos dois irmãos.

As crianças terão passado por diferentes contextos familiares, incluindo um período em que ficaram sozinhas, antes de serem encaminhadas pelas entidades responsáveis.

Segundo o relato divulgado, os meninos chegaram igualmente a estar aos cuidados da avó, mas acabaram por ser retirados dessa situação.

Alexandre considera que uma infância marcada por mudanças sucessivas pode ser difícil para duas crianças tão pequenas. Na sua perspetiva, os irmãos precisam sobretudo de um espaço onde possam criar laços afetivos e sentir segurança.

Carla recorda despedida dos irmãos franceses

A mulher de Alexandre, Carla, também ficou sensibilizada pelo contacto que teve com as crianças. Apesar de ter convivido com elas durante pouco tempo, afirma ter percebido sinais de que procuravam atenção e afeto.

Carla recorda especialmente o momento da despedida, quando uma das crianças a abraçou com intensidade. Para a mulher, aquele gesto demonstrou uma necessidade de proximidade e carinho que a marcou.

O casal mantém, por isso, a disponibilidade para ajudar os irmãos e admite que gostaria de lhes poder proporcionar uma vida mais estável.

Futuro das crianças depende das entidades competentes

A eventual possibilidade de acolhimento dependerá das decisões das entidades competentes e das regras aplicáveis à proteção das crianças.

Enquanto aguardam novos desenvolvimentos, Alexandre e Carla continuam preocupados com o futuro dos dois irmãos. O desejo manifestado pelo casal é que seja encontrada uma solução familiar que permita às crianças crescer com segurança, estabilidade e afeto.

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