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Rabo de Peixe: três dos oito detidos ficam em prisão preventiva após operação da PSP

Os restantes cinco detidos foram interrogados em interrogatório não judicial, segundo o Comando Regional da PSP dos Açores

Três dos oito detidos na quinta-feira em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, nos Açores, ficaram em prisão preventiva por suspeita do crime de tráfico de estupefacientes, revelou este domingo a Polícia de Segurança Pública (PSP).

Segundo o Comando Regional da PSP dos Açores, a medida de coação de prisão preventiva, considerada a mais gravosa, foi aplicada aos três principais arguidos desta investigação.

Os restantes cinco detidos foram interrogados em interrogatório não judicial, de acordo com o comunicado enviado à agência Lusa.

Operação policial em Rabo de Peixe

Os oito detidos, com idades entre 18 e 36 anos, foram presentes à autoridade judiciária competente na tarde de sexta-feira e na manhã de sábado.

As detenções aconteceram no âmbito de uma operação policial realizada em Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira Grande, que envolveu várias diligências de investigação e buscas.

Durante a operação, registou-se uma investida de populares contra quatro viaturas da PSP. Perante a situação, os agentes efetuaram disparos para o ar.

A intervenção policial decorreu num contexto de investigação relacionada com suspeitas de tráfico de estupefacientes, tendo sido realizadas várias buscas para recolha de elementos considerados relevantes para o processo.

Droga e dinheiro apreendidos pela PSP

No total, foram cumpridos nove mandados de busca: uma busca domiciliária e oito buscas não domiciliárias.

De acordo com os dados divulgados este domingo pela PSP, a operação permitiu apreender 2.022 doses de cocaína, 5.355 doses de haxixe e 28 doses de liamba.

Além dos estupefacientes, as autoridades apreenderam 18.490,95 euros em numerário.

Os valores e quantidades divulgados pela PSP integram os elementos recolhidos durante a operação policial e passam a fazer parte da investigação em curso.

A aplicação da prisão preventiva aos três principais arguidos corresponde à decisão da autoridade judiciária competente relativamente às medidas de coação aplicadas neste processo.

A investigação relacionada com os restantes cinco detidos prossegue nos termos definidos pelas autoridades judiciais e policiais competentes.

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